Sucesso de “Michael” supera críticas e alcança recorde de bilheteria

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Na noite de sábado (25), a movimentação nos cinemas da zona norte de São Paulo era intensa. Todas as sessões do aguardado filme “Michael” estavam com lotação máxima, evidenciando o entusiasmo do público. A atmosfera dentro da sala era de celebração: espectadores cantavam e aplaudiam espontaneamente ao final da exibição. O longa, que aposta em uma narrativa musical envolvente, tem conquistado plateias, mesmo sem contar com o respaldo da crítica especializada.

Os números de bilheteria refletem esse sucesso junto ao público. Apenas no fim de semana de estreia, “Michael” arrecadou US$ 97 milhões (aproximadamente R$ 483 milhões) nos Estados Unidos. No cenário internacional, o total já chega a US$ 217,4 milhões (cerca de R$ 1,08 bilhão). O desempenho superou com folga marcos anteriores do gênero, como “Straight Outta Compton: A História do N.W.A.”, que havia faturado US$ 60 milhões em seu lançamento em 2015, e “Bohemian Rhapsody”, com US$ 51 milhões em 2018.

A produção exigiu um investimento robusto: o orçamento foi estimado em US$ 200 milhões (R$ 996 milhões), aposta que vem se mostrando acertada para o estúdio Lionsgate. “Michael” já é considerada a maior estreia do estúdio desde “Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 2”, lançado em 2015. Especialistas do setor, consultados por veículos como Variety e Deadline, projetam que o longa pode ultrapassar a marca de US$ 700 milhões (R$ 3,48 bilhões) em bilheteria mundial, aproximando-se dos números de franquias consagradas como “Jogos Vorazes” e “Crepúsculo”.

Apesar do entusiasmo popular, a recepção da crítica tem sido fria. No portal Rotten Tomatoes, apenas 38% dos avaliadores aprovam o filme, criticando principalmente a ausência de temas polêmicos e a abordagem considerada superficial da vida de Michael Jackson. O roteiro privilegia os momentos musicais e o talento artístico do cantor, deixando de lado aspectos mais controversos de sua trajetória. Ainda assim, o público demonstra aprovação massiva: 97% de aprovação no Rotten Tomatoes e nota 7,7 no IMDb.

Sob direção de Antoine Fuqua, o longa percorre desde os primeiros anos de Michael Jackson no Jackson 5 até o ápice de sua carreira solo, encerrando-se na marcante turnê Bad, em 1988. O protagonismo ficou a cargo de Jaafar Jackson, sobrinho do astro, que surpreende ao dar vida ao tio com autenticidade e carisma. O elenco conta ainda com Colman Domingo e Nia Long no papel dos pais do cantor, Joe e Katherine Jackson, além de Miles Teller interpretando o empresário John Branca.

Com pouco mais de duas horas de duração, “Michael” cumpre o papel de grande espetáculo musical e homenagem a uma das maiores lendas da música pop, deixando portas abertas para possíveis continuações que possam explorar outros capítulos da trajetória do artista. O sucesso nas bilheteiras e o engajamento dos fãs provam que a influência de Michael Jackson permanece forte e pulsante no imaginário popular.