Após a saída de Justin Roiland, cocriador e dublador original dos protagonistas de Rick and Morty, a série animada enfrentou um período de incertezas. Mudanças no elenco e a divisão de opiniões entre os fãs levantaram dúvidas sobre o futuro da produção, especialmente depois das últimas temporadas, que não atingiram o mesmo sucesso de anos anteriores na HBO Max.
Contudo, o cenário mudou drasticamente com a chegada da nona temporada. Os episódios inéditos conquistaram a crítica especializada, atingindo 100% de aprovação no Rotten Tomatoes — o índice mais alto já registrado pela animação na plataforma. Entre os espectadores, o desempenho também impressionou, com 91% de aprovação e superando largamente os resultados das temporadas anteriores.
Esses números representam uma virada significativa para Rick and Morty, que vinha de uma sétima temporada marcada pela insatisfação do público, alcançando apenas 52% de aprovação após a mudança de vozes dos personagens centrais. A oitava temporada esboçou uma recuperação, mas ficou em 68%. Agora, o nono ano se consolida como o maior acerto da chamada “nova era” da série.
Mesmo sem Roiland, a produção manteve os elementos que a tornaram referência na ficção científica televisiva: tramas multiversais, humor ácido e narrativas imprevisíveis. A estreia da temporada, com o retorno do personagem Evil Morty e o episódio “There’s Something About Morty”, entregou uma das sequências de ação mais elogiadas dos últimos tempos, além de surpreender com reviravoltas que ampliaram o engajamento dos fãs.
A troca de dubladores, que gerou desconfiança inicialmente, parece ter sido finalmente aceita pelo público. Ian Cardoni assumiu a voz de Rick Sanchez e Harry Belden ficou responsável por Morty Smith. Desde então, a série buscava provar que poderia seguir sem seu cocriador original — algo que, à luz dos resultados atuais, parece ter sido alcançado com sucesso.
A nona temporada continua sendo exibida na HBO Max, com novos episódios lançados semanalmente. O próximo capítulo está agendado para segunda-feira, 1º de junho, à 0h01, no horário de Brasília.
