Desde sua estreia em 2015, “O Destino de Júpiter” não foi poupado de críticas negativas, mas o cenário mudou para o longa de ficção científica no Brasil. Atualmente, o filme figura como o terceiro título mais assistido na HBO Max do país, ficando atrás apenas de “Eles Vão te Matar” e “O Rei da Feira” (2025).
Sob a direção de Lana e Lilly Wachowski, conhecidas mundialmente pelo sucesso da saga “Matrix”, a produção obteve apenas 27% de aprovação entre os críticos no Rotten Tomatoes. O público também demonstrou pouco entusiasmo na época, com o filme marcando 38% de aceitação na mesma plataforma.
A história gira em torno da personagem Jupiter Jones, vivida por Mila Kunis. Jovem de origem humilde, ela descobre possuir uma herança genética singular, capaz de alterar o rumo do universo. A partir dessa revelação, ela passa a contar com a proteção de Caine, interpretado por Channing Tatum, um caçador modificado geneticamente.
No lançamento, “O Destino de Júpiter” chamou atenção pelos efeitos visuais de ponta e pela criação de um universo vasto, mas falhas no roteiro e no desenvolvimento dos personagens impediram que o filme se tornasse uma franquia de sucesso para as irmãs Wachowski.
Mais de dez anos após chegar aos cinemas, o longa encontrou uma nova oportunidade de conquistar o público graças ao streaming. É comum que produções que não se destacaram nas bilheteiras ganhem fôlego nas plataformas digitais, atingindo espectadores que não assistiram ao filme em sua estreia.
A recente ascensão de “O Destino de Júpiter” no catálogo da HBO Max reforça que a recepção inicial nem sempre define o impacto de uma obra a longo prazo. Mesmo com avaliações modestas, o título voltou a ganhar destaque entre os assinantes brasileiros, mostrando que o streaming pode reescrever a trajetória de um filme.
