Neste sábado, 8 de agosto, data em que Preta Gil completaria 52 anos, o Globoplay lança o episódio final da série Original “Meu Nome é Preta”. O último capítulo da produção destaca o Carnaval como elemento central da trajetória da cantora, relembrando desde suas fantasias na infância até a fundação do Bloco da Preta, que arrastou multidões pelas ruas do Rio de Janeiro.
O episódio de encerramento revisita momentos marcantes e sensíveis da vida de Preta Gil, como o término de seu casamento e o enfrentamento do câncer, diagnosticado em 2023. Mesmo diante da doença, Preta manteve sua postura de coragem e transparência, transformando o tratamento em um exemplo público de força, fé e apoio mútuo, sempre cercada pela família e amigos próximos. “Talvez o mais natural foi estarmos ao lado dela nesses últimos três anos. Para além da artista, ela sempre prezou pela autenticidade”, reflete Gominho, um dos amigos mais próximos da cantora.
A série, que figura entre os títulos mais assistidos do Globoplay desde a estreia, também aborda o último relacionamento vivido por Preta, revelado através do depoimento do cantor Kanalha. Ele recorda a intensidade da relação e a generosidade da artista: “Vivemos tudo intensamente, colecionamos muitos momentos felizes. Ela sempre torcia para que eu crescesse, para que eu avançasse”.
O episódio reúne relatos de amigos e familiares que estiveram presentes em sua jornada, como Ivete Sangalo, Carolina Dieckmann, Regina Casé, Thiaguinho, Gominho e Hugo Gloss. Francisco Gil, filho de Preta, expressa a saudade constante da mãe: “É difícil até descrever o que mais faz falta. Penso nela o tempo inteiro, não passa um minuto sem que ela venha à minha mente. Sinto falta da convivência com os amigos dela, porque muitas vezes estar com minha mãe era estar no meio da bagunça”.
A diretora Mini Kerti destaca a riqueza da trajetória da cantora: “A Preta tem uma história repleta de pessoas, temas, música, alegrias e também de desafios. E, após tudo isso, enfrentou uma doença grave, sobre a qual fez questão de falar abertamente, desmistificando a morte. Contar a história dela é um privilégio e um grande desafio, porque é, acima de tudo, uma história de afetos”.
No desfecho, a série presta tributo ao legado de Preta Gil nos Carnavais do Rio de Janeiro e de Salvador. Gilberto Gil, seu pai, encerra o documentário definindo o espírito e a filosofia de vida da filha: “Tudo que ela foi, foi de verdade. Nós acompanhamos, amamos, admiramos e celebramos cada momento. Fica a saudade, mas também a alegria que era quase uma ideologia para ela. Preta era uma defensora da alegria”.
