Com a chegada do Oscar 2026, cuja cerimônia está marcada para o domingo, 15, os bastidores da principal premiação do cinema voltam a ganhar destaque com a divulgação dos tradicionais “Oscar Ballots” pela revista Variety. Essa publicação revela, de forma anônima, os votos de alguns membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, trazendo à tona possíveis tendências e divergências entre os votantes.
A prática, comum no jornalismo hollywoodiano, serve como um termômetro extraoficial do clima entre os eleitores do Oscar. Os profissionais, sob anonimato, compartilham preferências e justificativas sem a influência das estratégias de marketing das grandes campanhas, embora o universo de entrevistados seja bastante restrito: neste ano, apenas sete membros tiveram seus votos detalhados pela reportagem. Para efeito de comparação, atualmente são 11.126 integrantes na Academia, sendo 10.136 com direito a voto.
Apesar dos esforços recentes para promover maior diversidade, a Academia ainda é predominantemente composta por norte-americanos brancos, com algumas variações conforme a categoria. Segundo dados mais recentes, mulheres representam 35% do total, enquanto 22% são de grupos sub-representados e 21% vêm de fora dos Estados Unidos. O setor de atores, que soma 1.311 membros, tem sido peça-chave na ampliação dessa diversidade.
Uma das principais novidades deste ano foi a obrigatoriedade, para cada categoria, de assistir a todos os filmes indicados por meio de uma plataforma digital da própria Academia antes de votar. A medida visa evitar o antigo hábito de ignorar produções menos conhecidas e pode ter contribuído para índices elevados de abstenção, especialmente em categorias como Melhor Filme Internacional – área em que o Brasil disputa com “O Agente Secreto”.
No levantamento da Variety, o prêmio de Melhor Filme aparece com forte disputa entre “Pecadores”, dirigido por Ryan Coogler, e “Uma Batalha Após a Outra”, de Paul Thomas Anderson. Entre os sete votantes ouvidos, quatro escolheram o filme protagonizado por Michael B. Jordan, dois optaram pelo longa de Leonardo DiCaprio e um preferiu o título “F1 – O Filme”. O desempenho consistente de “Pecadores” em múltiplas categorias indica chances de quebrar recordes, inclusive o histórico de 11 estatuetas.
Na categoria de direção, a divisão de votos se mantém. Paul Thomas Anderson lidera com três votos, seguido por Ryan Coogler e Chloé Zhao, ambos com dois votos cada – ela pela direção de “Hamnet”.
Entre os atores, os holofotes brasileiros estão voltados para Wagner Moura, indicado por “O Agente Secreto”. No entanto, a distribuição dos votos revela uma disputa pulverizada: Michael B. Jordan aparece na frente com três votos, seguido por Leonardo DiCaprio (dois votos), enquanto Moura e Timothée Chalamet receberam um voto cada. A Variety detalhou que o voto em Wagner Moura veio de um membro internacional da Academia, identificado apenas como branco e com mais de 65 anos.
No páreo de Melhor Atriz, Jessie Buckley, de “Hamnet”, desponta como favorita, conquistando cinco votos entre os sete consultados. Kate Hudson e Rose Byrne completam a lista de votos da categoria.
No quadro de coadjuvantes, Wunmi Mosaku (“Pecadores”) lidera entre as atrizes, com quatro votos. Já na disputa masculina, não houve consenso: Sean Penn, Stellan Skarsgård, Delroy Lindo, Jacob Elordi e Benicio Del Toro receberam um voto cada.
A categoria de Melhor Filme Internacional, que conta com a participação brasileira, teve poucos votos revelados, reflexo do alto índice de abstenção. Os títulos mencionados foram “Foi Apenas um Acidente” e “A Voz De Hind Rajab”, embora os favoritos apontados para a vitória sejam “Valor Sentimental” e “O Agente Secreto”.
Com o Oscar batendo à porta, a também convida o público a testar seus palpites através do Bolão do Oscar 2026, que promete premiar quem acertar mais resultados da noite. O regulamento completo pode ser consultado no site do Bolão da .
