Super Mario Galaxy lidera bilheteria mundial e supera Devoradores de Estrelas em 2026
Em apenas dez dias em cartaz, a animação “Super Mario Galaxy”, da Nintendo, se tornou a produção mais lucrativa de Hollywood em 2026, ultrapassando “Devoradores de Estrelas” nas bilheteiras globais. O novo filme do encanador alcançou a marca de US$ 437 milhões (cerca de R$ 2,23 bilhões) mundialmente, superando o longa de ficção científica, que acumula US$ 433 milhões (R$ 2,2 bilhões) após quase um mês de exibição.
O contraste entre a recepção da crítica e o desempenho comercial dos dois títulos chama atenção no cenário atual da indústria. “Devoradores de Estrelas” conquistou aclamação quase unânime, com 94% de aprovação dos críticos e 96% do público no Rotten Tomatoes. Já “Super Mario Galaxy” recebeu apenas 43% de aprovação dos especialistas, embora tenha agradado a maior parte do público, atingindo 89% de aprovação entre os espectadores. Ainda assim, a força da franquia Mario, impulsionada pelo sucesso estrondoso do primeiro filme — que atingiu US$ 1,3 bilhão (R$ 6,6 bilhões) em faturamento global — se mostrou determinante para o novo recorde.
Esse cenário reforça uma tendência que se consolidou em Hollywood nos últimos anos: produções baseadas em marcas já estabelecidas continuam dominando as telonas, mesmo quando a crítica demonstra menos entusiasmo. A disputa direta entre o elogiado “Devoradores de Estrelas”, estrelado por Ryan Gosling, e o novo capítulo da saga Mario ilustra esse fenômeno. Enquanto o filme original recebe elogios quase unânimes, a animação da Nintendo, apesar de avaliações mais modestas, segue protagonista nas receitas.
No panorama geral de 2026, “Super Mario Galaxy” ocupa atualmente a primeira posição entre os blockbusters de Hollywood, à frente de “Devoradores de Estrelas”. No entanto, o posto de maior bilheteria mundial do ano pertence ao filme chinês “Pegasus 3”, que já arrecadou impressionantes US$ 614 milhões (R$ 3,1 bilhões). A diferença de desempenho entre produções originais e franquias consagradas reacende o debate sobre os desafios enfrentados por novas ideias em um mercado cada vez mais dominado por propriedades intelectuais conhecidas.
A disputa entre Mario e “Devoradores de Estrelas” se tornou símbolo dessa realidade: de um lado, inovação com reconhecimento crítico; do outro, o poder comercial de uma marca consolidada.
